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Amores Liquidos


Parece que está cada vez mais difícil se relacionar amorosamente. Segundo Zygmunt Bauman, estamos vivendo a era dos amores líquidos, onde o amor se tornou um produto, que pode ser descartado a qualquer momento para ser substituído por um outro, que supostamente trará mais satisfação.



Você já se sentiu assim alguma vez? Então, me responda: você é a parte que descarta ou que é descartada? Independente do lado que você mais se identifica, tenho observado um ponto em comum (em ambos os lados): a superficialidade das relações. Crescemos e somos educados em uma sociedade altamente competitiva. Desde pequenos, somos incentivados a ser o melhor aluno, o melhor profissional, o melhor atleta. Toda essa pressão, acaba nos fazendo esconder nossas fraquezas, dores, medos, e acabamos fazendo isso inclusive com as pessoas com as quais nos afeiçoamos amorosamente. É como se não pudéssemos mostrar quem realmente somos. Também tem o outro lado, quando alguém (finalmente) se mostra vulnerável, acabamos vendo fraqueza naquela pessoa, e inconscientemente, podemos passar a vê-la com inferioridade, não estando a nossa altura, e por consequência, não sendo merecedora de nossa atenção e relação. Você já parou para avaliar o quanto você se mostra vulnerável para o outro? E o quanto está disposto a aceitar e acolher a vulnerabilidade do outro? Será que isso poderia ajudar a construir uma relação mais sólida, baseada em quem realmente somos?

O Tantra nos ensina a nos enxergar como realmente somos, e quando nos damos conta, já não usamos mais aquela velha armadura social. Naturalmente passamos a aceitar e a demonstrar nossas fraquezas. Quando estamos desarmados, nos tornamos mais empáticos, e passamos a olhar o outro com profundidade. Ser tântrico é muito mais do que buscar orgasmos incríveis. Trata-se de olhar e acolher a realidade do que somos. Na aceitação há entrega, e na entrega há a solidez de um amor concreto, humano e real. Vamos nos amar?